Uma alternativa muito visada é a gravidade artificial como resultado de um mecanismo de rotação. No filme "2001-Uma odisséia no espaço" (e também em vários livros de Arthur Clarke, muitíssimo recomendados), a solução para o problema gravitacional vem na forma de veículos e estações espaciais com simetria cilíndrica que rotacionam sobre seu eixo. Um corpo em revolução, na superfície cilíndrica, estaria sujeito à uma aceleração centrípeta. Logo, uma pessoa na nave apoiada sobre a superfície cilíndrica sentiria o mesmo efeito da ação gravitacional da Terra, que neste caso, para o referencial não inercial, chamaríamos de força centrífuga. Essa gravidade simulada dependeria então do raio da nave e de sua velocidade angular. Poderia haver também, numa mesma nave, várias camadas com diferentes intensidades gravitacionais. Vale lembrar que o sistema não obrigatoriamente tem que ser cilíndrico, mas também pode ser um anel, ou mesmo uma estrutura comprida que gira em torno do próprio centro. Até mesmo seções de esfera, cones, etc.

Tampouco sabemos ainda como o ser humano se adaptaria a condições adversas como essas. Em um dos livros de Clarke, "Encontro com Rama", a humanidade percebe na órbita do Sol um cilindro de gigantescas dimensões; supostamente uma sonda alienígena. São abordadas então as respostas humanas à situação de estar em um ambiente tão diferente como esse, como a escolha de um referencial mais reconfortante para não se ter a ilusão de que a água possa cair de um rio que dá a volta pelo "céu" do cilindro, acima de sua cabeça. Os pensamentos de Clarke, ainda em vida já nos deixaram frutos, como a idéia das órbitas geoestacionárias para satélites, aparecida de um artigo seu. Falta agora saber se a idéia proposta em Rama e 2001 serão convenientes num futuro próximo.

Postado por Sabrina Sanchez
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