sábado, 9 de maio de 2009

A química das donas de casa...

Postado a partir do Blog http://quimicaeducacao.blogspot.com/

Agora não é preciso usar sal, açúcar, leite ou qualquer outra receita da vovó para tentar retirar manchas difíceis como vinho tinto, café, gema de ovo, refrigerante, entre outras. Temos a química sendo, cada vez mais, útil para as donas de casa e empregadas.

Químicos a cada momento pensam em inovações. Uma delas foi o alvejante sem cloro, que solucionou o grande dilema da dona de casa “será que se eu colocar essa camisa na água sanitária ela vai desbotar?”. Quem nunca ouviu a mãe ou a avó falando isso?

Como conseqüência, a criação de alvejantes sem cloro cresce no mercado cada vez mais. Também, que dona de casa vai querer correr o risco de estragar sua roupa com a água sanitária (hipoclorito de sódio) se nós temos no mercado o fantástico Vanish poder O2 com sua fórmula fatal às manchas?

O Vanish poder O2 é um produto químico muito “simples” que apresenta em sua composição a água oxigenada. Sim, o peróxido de hidrogênio, um produto utilizado como desinfetante, esterilizante e um dos melhores produtos pra clareamento dos dentes e cabelos. Essa substância tem a vantagem de não estragar as blusas coloridas. Ele ataca diretas as manchas, removendo-as sem causar danos ao tecido.

Mas como ele faz isso?

São suas propriedades oxidantes que são aproveitadas para branquear substâncias como cabelo, marfim, plumas, dentes, pois através de catálise o peróxido de oxigênio pode ser convertido em hidroxila (OH-) com reatividade apenas inferior ao flúor. Decomposto ele resulta em oxigênio e água. É pela presença do oxigênio é que vemos borbulhas. Essa decomposição é resultado da sua instabilidade. Em geral, peróxidos são muito reativos e também muito instáveis. A maior estabilidade da água oxigenada é quando ela está em meio ácido, mas, para fazer o alvejamento, ela é colocada em meio básico, com o pH em torno de 10-11.

Também não é “vamos jogar base e deixar rolar!”. Nos produtos com o peróxido de hidrogênio temos substâncias estabilizadoras que regulam a sua decomposição. O estabilizador fará com que o peróxido produza a maior parte de oxigênio atômico, que é excelente como alvejante e fará com que a velocidade da decomposição não seja alta.

Os compostos de peróxido não estão retirando a mancha, eles apenas as oxidam e elas ficam invisíveis. O resultado é muito bom!

Tomem cuidado, pois, mesmo o peróxido de hidrogênio não sendo inflamável, o mais simples contato dele com um combustível pode gerar um incêndio mesmo sem a presença de fontes de ignição. Em altas concentrações o peróxido reage com Cu, Co, Mg, Fe e Pb, entre outros.

Abrindo um parêntese: o fogo é formado por combustível, por exemplo, um composto orgânico; calor; e comburente que é o gás oxigênio. Se aumentarmos muito a quantidade de oxigênio poderá ter combustões espontâneas, uma vez que o oxigênio atômico é mais reativo do que o molecular, isso se dá pelo fato dele ser um radical livre.

Observação: esses riscos se referem à substância concentrada.

Digam-me: à temperatura ambiente a água oxigenada está em que estado físico? Bem, a resposta com certeza é "líquida". Mas como é que eles fazem, então, o Vanish sólido?

O Vanish sólido é outro composto que vai funcionar como a água oxigenada, retirando as manchas sem atacar o tecido. É composto pelo Percarbonato de sódio, que ajuda a dissolver as manchas difíceis antes da lavagem. Por ser sólido e eficaz, o Percarbonato de sódio além de ser usado nos produtos para remoção de manchas, passou a ser conhecido como “Peróxido de hidrogênio sólido”. Ele se decompõe gerando água, oxigênio e carbonato de sódio. Esse composto não possui somente a função do Peróxido de hidrogênio. Ele apresenta também a propriedade de se decompor em baixas temperaturas, gerando oxigênio e retirando diretamente as manchas. Ao se decompor, mesmo aumentando o pH da água, o Percarbonato de sódio não é nocivo ao meio ambiente.

Cada dia que passa, os químicos desenvolvem mais e mais produtos para limpeza, formas de tirar manchas, limpar fogão, azulejo, entre outros, que fazem a vida da dona de casa ficar muito mais simples. Infelizmente, nem sempre podemos unir qualidade ao um baixo preço, e isso faz com que essas inovações no mercado fiquem restritas às classes média e alta. Mas a maioria das empresas realiza pesquisas sobre as necessidades da população, tornando assim cada vez mais acessíveis os seus produtos.

Postado por Roberto Dalmo estagiário hiperlivro e dono do blog

http://quimicaeducacao.blogspot.com/

terça-feira, 5 de maio de 2009

Já fez sua escolha para o Vestibular? Escolha certo! Parte1

Você já fez sua escolha para o Vestibular? Estão faça a escolha certa! E vc ainda tem tempo...
Digo isso pq perdi um certo tempo da minha vida... e sabe pq? fiz a escolha errada!!
Aos 17 anos escolhi fazer Direito. E confesso que teve uma certa influência dos meus pais... Na verdade gostava de criar, imaginar... mas acabei optando pelo Direito msm.
Fiz o curso... dois anos e meio... Nossa!! Dois anos perdidos!! Não gostava de nenhuma matéria! No direito nada se cria... tudo se segue... leis, leis, leis... não aguentava mais... Até que um dia, dois anos depois decidi por mim mesma que não era aquilo que gostava! Eu queria criar! Usar a imaginação! Então decidi trocar de faculdade! A sorte que tenho pais maravilhosos que me deram uma segunda oportunidade! e foi o q fiz! Hoje, sou formada em Design Gráfico e coordeno toda a parte de criação do Portal E-education Brazil (www.eeducationbrazil.com.br).

Perdi dois anos, mas hoje estou muito feliz com o que faço! Por isso, pense bem para não errar! Pesquise, converse com profissionais das áreas de interesse, e faça a escolha certa!!

Olívia Andrade.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

No início do período das Grandes Navegações, portugueses e espanhóis estabeleceram na costa ocidental africana feitorias para o comércio de mercadorias, mais tarde, já no século XIX, outros países como Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica e Itália se interessaram pelo colonialismo no continente, devido seu enorme potencial de recursos minerais e energéticos. Devido à disputa imperialista entre esses países europeus, em 1884, foi realizada a Conferência de Berlin, nela foram delimitadas as áreas coloniais já conquistadas e definidas as suas fronteiras. Alguns anos depois dessa reunião o domínio europeu chegou a 90% do território africano.


A riqueza do subsolo africano foi um dos principais motivos para o conflito de interesses entre os europeus, dando início a Primeira Guerra Mundial. Em um continente que tem 30% das reservas mundiais de recursos minerais, seria inevitável uma disputa acirrada pelos territórios. Dentre as riquezas merecem destaque o ouro (maior produção mundial se encontra na África do Sul), o diamante (a República Democrática do Congo detém a maior reserva) a platina (mais de 90% das reservas mundiais estão na África), entre outras.O nacionalismo foi uma das ferramentas que impulsionou a Segunda Guerra Mundial. Os alemães ao perderam a Primeira Grande Guerra e também muitos de seus territórios, a acreditavam fielmente no Führer que poderiam conquistar não só a África, mas o mundo, a preocupação da segurança foi substituída pelo desejo de conseguir prestígio e poder.

Acaba a Segunda Guerra Mundial e após quase quinhentos anos de expansão, o colonialismo europeu entrou em colapso graças às crises que atingiram os países dominantes da ordem da Revolução Industrial. A Europa estava devastada, e as nações do Velho Mundo se empenharam na reconstrução de suas economias arrasadas pela guerra.

Logo a descolonização foi tão rápida quanto a ocupação imperialista e teve como uma das causas principais as pressões anti-colonialistas exercidas por movimentos políticos nas principais nações européias apontando a contradição em manter os laços coloniais após o combate ao nazi-fascismo.Com a Guerra Fria, desenvolveu-se na África um forte nacionalismo caracterizado pelo anti-imperialismo e pela noção de busca da soberania política e econômica. Entre 1950 e 1980 surgiram 45 novas nações no continente africano, entretanto não trouxe pacificação,pois as fronteiras impostas pelos europeus contribuíram para a eclosão de lutas internas de origem étnica, religiosa, territorial e econômica.

No final da Bipolaridade com a derrota da União Soviética, eles tinham um armamento bélico tão gigantesco, que ficaram sem saber como administrá-lo, anos de investimento militar para uma guerra que nunca aconteceu, foi o ápice do tráfico de armas, que eram vendidas principalmente para os tiranos e guerrilheiros da África, devido às guerras civis espalhadas por todo o continente. Estados Unidos, Federação Russa, Reino Unido, França e China, são os países que mais tem armas no mundo e nem sempre estão em guerra, logo possuem uma reserva imensa. Portanto, surge a dúvida se seus PIBs seriam tão elevados, devido a venda de armas.
A pobreza na África acabaria se os recursos naturais do continente fossem administrados de maneira efetiva e sustentável.

Fernanda Machado Ferreira
Leandro Tadeu Barbosa Pimenta
Mayara Daher de Paula
Osmar Henrique Ribeiro Silva
Saulo Teruo Takami
Estudantes do curso de Geografia

Departamento de Artes e Humanidades-UFV

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gravidade artificial por rotação

Um dos aspectos da natureza que tem sido mais negligenciado em todas as obras (filmes, seriados e livros) de ficção científica certamente é a gravidade. Vemos toda hora naves com desenhos fantásticos com o sistema de gravidade também fantasticamente inexplicável. Todos os aficcionados certamente lembramos de alguma situação na qual toda a energia de alguma nave foi desligada; fica-se sem o suporte de vida, com o oxigênio já no limite para a tripulação, mas a tão comentada gravidade artificial continua lá, firme e forte!

Uma alternativa muito visada é a gravidade artificial como resultado de um mecanismo de rotação. No filme "2001-Uma odisséia no espaço" (e também em vários livros de Arthur Clarke, muitíssimo recomendados), a solução para o problema gravitacional vem na forma de veículos e estações espaciais com simetria cilíndrica que rotacionam sobre seu eixo. Um corpo em revolução, na superfície cilíndrica, estaria sujeito à uma aceleração centrípeta. Logo, uma pessoa na nave apoiada sobre a superfície cilíndrica sentiria o mesmo efeito da ação gravitacional da Terra, que neste caso, para o referencial não inercial, chamaríamos de força centrífuga. Essa gravidade simulada dependeria então do raio da nave e de sua velocidade angular. Poderia haver também, numa mesma nave, várias camadas com diferentes intensidades gravitacionais. Vale lembrar que o sistema não obrigatoriamente tem que ser cilíndrico, mas também pode ser um anel, ou mesmo uma estrutura comprida que gira em torno do próprio centro. Até mesmo seções de esfera, cones, etc.

Tampouco sabemos ainda como o ser humano se adaptaria a condições adversas como essas. Em um dos livros de Clarke, "Encontro com Rama", a humanidade percebe na órbita do Sol um cilindro de gigantescas dimensões; supostamente uma sonda alienígena. São abordadas então as respostas humanas à situação de estar em um ambiente tão diferente como esse, como a escolha de um referencial mais reconfortante para não se ter a ilusão de que a água possa cair de um rio que dá a volta pelo "céu" do cilindro, acima de sua cabeça. Os pensamentos de Clarke, ainda em vida já nos deixaram frutos, como a idéia das órbitas geoestacionárias para satélites, aparecida de um artigo seu. Falta agora saber se a idéia proposta em Rama e 2001 serão convenientes num futuro próximo.

Postado por Sabrina Sanchez

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pato Donald no país da Matemágica

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



Postado por Liliane Menezes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A era de ouro da pirataria


O final dos anos 1600 ao início dos anos 1700 foram a era dourada dos piratas e corsários. A maioria dos quais você ouviu falar – como sir Francis Drake e o Barba Negra – usou as Bahamas como seu porto em um momento ou outro.
As Bahamas eram a base ideal para os piratas e corsários. As numerosas ilhas e ilhotas, com suas complexas águas rasas e canais, forneciam esconderijos excelentes para os navios saqueadores. E como as Bahamas ficavam próximas das rotas de navegação mais usadas, elas davam aos bucaneiros muitas oportunidades para roubar os navios mercantes.

Piratas famosos

A distinção entre corsários e piratas é um tanto nebulosa, já que costumavam passar de um lado para outro da lei em algum momento de suas carreiras. Na teoria, corsários apenas atacavam navios inimigos a pedido de seu governo e enviavam os espólios de guerra para seu monarca. Os piratas, por outro lado, não discriminavam e atacavam qualquer embarcação que tivesse o azar de cruzar seu caminho.
Registros históricos sobre velhacos individuais freqüentemente entram em contradição e na melhor hipótese são imprecisos, com mitos obscurecendo a verdade. Nossas descrições aqui são as mais precisas possíveis.

Barba Negra

Um dos mais notórios piratas de todos os tempos foi Edward Teach, também conhecido como Barba Negra. Um homem incomumente grande, ele aterroriza tanto sua própria tripulação quanto aquelas que atacava. Antes da batalha, Edward Teach trançava cânhamo em sua longa barba preta e o queimava.
A visão de sua forma fumegante no convés –exibindo várias espadas, facas e pistolas– era o suficiente para fazer muitos mercadores se renderem antes que qualquer disparo fosse dado. Quando se entregavam sem luta, Barba Negra confiscava seus bens de valor e armas –os deixando partir sem derramamento de sangue. Mas em caso de resistência da tripulação, ele os matava ou os abandonava em uma ilha deserta.
Quando Barba Negra viveu em Nassau, outros piratas o nomearam magistrado de sua “República dos Corsários�?. Ele aplicou seu estilo próprio de lei e justiça até a chegada do governador real Woodes Rogers em 1718. Barba Negra estava no mar quando Rogers erradicou todos os piratas de Nassau, de forma que se mudou para outro local no Caribe e prosseguiu com seus saques.
Em 1718, um navio britânico prendeu o do Barba Negra em um banco de areia além da costa da Virgínia. Uma batalha sangrenta se seguiu na qual Barba Negra recebeu “cinco balas de pistola e 20 ferimentos de cutelo�? antes de morrer. O capitão da Marinha Real então decapitou o Barba Negra e exibiu sua cabeça no cordame do navio. Apesar de sua carreira de pirata ter durado apenas cinco anos, acredita-se que Barba Negra tenha capturado 40 navios e sua lenda vive até hoje.

Calico Jack

John Rackman, chamado de Calico Jack por causa das calças e casaco listrados que vestia, foi mais conhecido por sua associação com duas mulheres piratas, Anne Bonny e Mary Read.
As atividades de pirataria de Calico Jack tiveram início quando ele assumiu o controle do navio de Charles Vane. Vane, o capitão pirata do navio Treasure (Tesouro), fracassou em atacar um navio de guerra francês. Enfurecido, Calico Jack armou um protesto que foi apoiado pelos demais tripulantes. Calico Jack então colocou Vane e seus simpatizantes em uma pequena chalupa e deixou que partissem. Assim, o ex-contramestre se tornou o novo capitão.
Algum tempo depois, Calico Jack conheceu Anne Bonny na ilha de New Providence. Ele a persuadiu a deixar seu marido e se juntar a ele em seu navio vestida como homem. (Mary Read, disfarçada de homem, já fazia parte da tripulação de Calico Jack.)
Anne e Mary estavam ambas a bordo quando um dos caçadores de piratas do governador real Woodes Rogers atacou o navio deles em 1720. Durante a luta, Calico Jack se refugiou no porão juntamente com a tripulação, deixando Anne e Mary à frente para rechaçarem os agressores. Elas perderam a batalha e Calico Jack foi sentenciado e enforcado.

Sir Henry Morgan

Henry Morgan, um corsário galês, ficou famoso por suas proezas contra os espanhóis. Ele liderou sua tripulação em muitas pilhagens bem-sucedidas e lucrativas – incluindo um ataque espetacular contra a Cidade do Panamá em 1670, que lhe valeu o título de cavaleiro.
Poucos meses depois, Henry Morgan se estabeleceu em Port Royal, Jamaica, como seu vice-governador e prosseguiu sua vida como rico dono de uma plantação de açúcar.
Na ilha bahamense de Andros, o ponto mais alto da ilha se chama Morgan’s Bluff (blefe de Morgan) como um tributo ao famoso corsário. Apesar de altamente improvável, alguns dizem que Henry Morgan certa vez pendurou uma lanterna lá para atrair um navio aos recifes e saqueá-lo após o naufrágio.

Mulheres piratas

Vestidas como homens, Anne Bonny e Mary Read navegaram sob comando do capitão pirata John Rackham. Elas tinham temperamento esquentado e supostamente eram tão ferozes quanto os homens ao lado dos quais lutavam.
Os dias de pirataria de Anne Bonny começaram quando ela conheceu Calico Jack Rackham na ilha de New Providence. Ela abandonou o marido, James Bonny, pelo capitão pirata Calico Jack. Disfarçada em roupas de homem, Anne se juntou a Jack em seu navio e logo conquistou a reputação de ser tão cruel e destemida quanto os demais piratas a bordo.
Notavelmente, havia outra mulher pirata no mesmo navio. Disfarçada de homem, Mary Read se juntou à tripulação de Calico Jack pouco tempo antes. Desde jovem, Mary Read desejava aventura. Na época em que conheceu Anne Bonny, ela já tinha estado no regimento de um navio de guerra, tinha sido marinheira de um navio de carga e também integrado a tripulação de um navio corsário.
Segundo todos os relatos, Anne Bonny e Mary Read eram tão corajosas e audaciosas quanto os homens ao lado dos quais lutavam. Em 1720, o capitão Burnet, um caçador de piratas comissionado pelo governador real Woodes Rogers, atacou o navio delas. A tripulação, que estava bêbada no momento, se amontoou no porão enquanto as duas mulheres enfrentavam os agressores.
Elas não tiveram sucesso e todos foram julgados por pirataria e sentenciados à morte. Alegando gravidez, Anne e Mary evitaram o enforcamento imediato, mas Mary acabou morrendo em sua cela devido a uma febre. Anne deu à luz ao seu bebê e, por algum motivo, teve sua sentença adiada. Ela desapareceu e nunca mais se teve notícias dela.

Tesouros

Com suas águas rasas e mais de 700 ilhas, as Bahamas se tornaram um grande lugar para esconder tesouros –e piratas rapidamente passaram a se gabar de todas as riquezas que enterraram. Além disso, muitos navios repletos de ouro e prata afundaram nas costas das ilhas. Tais histórias de tesouros adicionam uma mística às ilhas das Bahamas, cujo verdadeiro tesouro são suas belas praias e povo hospitaleiro.
Navios mercantes lentos –especialmente galeões espanhóis pesados com as riquezas saqueadas da América do Sul e Central– eram presas fáceis para os piratas. Após removerem a carga roubada, eles a escondiam nas numerosas cavernas de calcário que pontilham as ilhas das Bahamas ou a enterravam em algum lugar.
Rumores de tesouros ainda escondidos nas Bahamas persistem até hoje. O pirata britânico William Catt, por exemplo, supostamente teria escondido sua pilhagem na ilha que leva seu nome, Cat Island. E sir Henry Morgan, um corsário rico que preferia a ilha de Andros, teria enterrado tesouros por todas as Bahamas.

Santuário

A cidade de Nassau com seu porto protegido, para qualquer tempo, era um santuário perfeito para piratas e corsários. Originalmente estabelecida como porto comercial por volta de 1670, ela logo foi tomada por marinheiros sem lei.
Com o passar dos anos Nassau se tornou uma notória fortaleza para piratas, corsários e wreckers (destruidores)– pessoas que usavam falsos “faróis�? para atrair navios até os recifes e então confiscar sua carga. Por quase 40 anos, piratas como Barba Negra, Henry Morgan e Calico Jack Rackman saquearam tantos galões espanhóis que, em retaliação, tropas espanholas destruíram a cidade em 1695.
Dois anos depois, colonos reconstruíram Nassau com a meta de torná-la a capital dos corsários. Mas as marinhas francesa e espanhola uniram forças e arrasaram a cidade pela segunda vez em 1703, porque os corsários britânicos continuavam saqueando os navios mercantes de seus países.
Saquear os navios de carga lotados enquanto passavam pelas rotas próximas era um negócio lucrativo, de forma que não demorou para os piratas novamente se restabelecerem em Nassau. Como as queixas de pirataria persistiam em 1718 o Rei da Inglaterra nomeou Woodes Rogers como governador real das ilhas para restabelecer a ordem.
Rogers, um antigo corsário, ofereceu anistia para todos os que se rendessem –caso contrário seriam enforcados e seus navios afundados. Após uma breve batalha com os quatro navios de guerra de Rogers, 300 piratas se renderam e os demais fugiram.

Texto extraído de site: http://www.bahamasturismo.com.br/bahamas/show/pirataria

Estes intrigantes personagens compuseram um importante capitulo de nossa história. Ainda que a pirataria seja recente em nossa história, se comparada a estórias de cavaleiros princesas e dragões, muitas estórias e lendas sobre a pirataria povoam o imaginário de adultos e crianças, ainda nos dias de hoje, facilmente comprovado quando nos deparamos com grandes produções cinematográficas, livros de aventuras lúdicas e maravilhosas e até mesmo jogos de vídeo games e computadores que contém em suas tramas e em seus protagonistas piratas e corsários.

Postado por: L. Guilherme Figueiredo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Química dos astronautas


Química: Hidróxido de lítio salva astronautas LUÍS FERNANDO PEREIRAda Folha de S.Paulo
"Houston, we have a problem".
Ao enviar essa mensagem em 13 de abril de 1970, o comandante da missão espacial Apollo 13, Jim Lovell, sabia: a sua vida e as dos seus dois companheiros estavam por um fio. Um dos tanques de oxigênio (O2) da nave tinha acabado de explodir.Apesar do perigo iminente de os astronautas ficarem sem O2 para respirar, a principal preocupação da Nasa era evitar que a atmosfera da espaçonave ficasse saturada do gás carbônico (CO2) exalado pela própria equipe.Isso causaria um abaixamento do pH do sangue da tripulação (acidemia sanguínea), já que o CO2 é um óxido ácido (em água ele forma ácido carbônico: CO2 + H20 --> H2CO3) como, aliás, a grande maioria dos óxidos ametálicos (o carbono é um ametal).A acidemia sanguínea deveria ser evitada a qualquer custo. Inicialmente, ela leva a pessoa a ficar desorientada e a desmaiar, podendo evoluir até o coma ou mesmo a morte.Normalmente, a presença de CO2 na atmosfera da nave não é problema. Para eliminá-lo, há, adaptados à ventilação, recipientes com hidróxido de lítio (LiOH), uma base capaz de absorver esse gás. Nada quimicamente mais sensato: remover um óxido ácido da atmosfera da nave lançando mão de uma base: CO2 + 2LiOH --> Li2CO3 + H2O.O problema é que os três astronautas tiveram de se refugiar numa parte da espaçonave chamada módulo lunar: pequena e preparada para duas pessoas. Depois de um dia e meio, uma luz de alerta acendeu: o CO2 havia atingido um nível muito alto. Sinal de que a quantidade de LiOH, calculada para dois astronautas, não estava dando conta do recado.Um improviso de última hora com o hidróxido de lítio do módulo de comando (outra área da espaçonave) salvou a vida de toda a tripulação.E se existissem substâncias que, além de absorverem o CO2, ao mesmo tempo restaurassem o O2? Seria ótimo! E essas substâncias existem. São os superóxidos! O superóxido de potássio (K2O4) já vem sendo utilizado em submarinos. Veja só o que ele faz: K2O4 + CO2 --> K2CO3 + 1/2O2.Uma pergunta (respostas via e-mail): que massa desse superóxido é necessária para remover todo o CO2 exalado por um tripulante durante quatro dias de viagem nesse submarino (uma pessoa exala, em média, 1,1 kg de CO2 por dia)?

Postagem feita por: Roberto Dalmo